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O aumento dos golpes envolvendo Pix
O Pix revolucionou as transferências bancárias no Brasil, mas também se tornou ferramenta para golpistas. Segundo o Banco Central, os casos de fraude com Pix crescem a cada ano, afetando milhares de brasileiros. Na região Sul Fluminense, os relatos de golpes do Pix também aumentaram significativamente.
Tipos mais comuns de golpe com Pix
- Golpe do falso funcionário de banco: criminoso liga dizendo que há problema na conta e pede transferência para "regularizar".
- Clonagem de WhatsApp: golpista assume a conta de um conhecido e pede dinheiro emprestado.
- Falso leilão ou venda online: produto inexistente, pagamento via Pix sem entrega.
- QR Code falso: sobreposição de QR Code em estabelecimentos.
- Golpe do Pix agendado: comprovante falso de transferência agendada.
O que fazer imediatamente após o golpe
- Contate seu banco imediatamente e peça o acionamento do MED (Mecanismo Especial de Devolução). Você tem até 80 dias para solicitar.
- Registre um Boletim de Ocorrência — pode ser feito online na Delegacia Virtual do RJ.
- Anote todos os dados: chave Pix do golpista, horário, valor, prints de conversas.
- Notifique o banco destinatário se possível.
O banco pode ser responsabilizado?
Sim. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já firmou entendimento de que bancos têm responsabilidade objetiva por fraudes eletrônicas quando há falha de segurança. Se o banco não bloqueou transações atípicas, não alertou sobre movimentações suspeitas ou não implementou medidas de segurança adequadas, pode ser condenado a indenizar o cliente.
Quando o consumidor tem direito à devolução?
O Banco Central obriga as instituições financeiras a terem mecanismos de detecção de fraude. Quando o MED é acionado dentro do prazo, o banco destinatário bloqueia os valores na conta do golpista. Se houver saldo, a devolução ocorre em até 96 horas.
Se o banco se recusar a devolver ou se o MED não for suficiente, a via judicial pode ser necessária. O DRD Advogados atende vítimas de golpes digitais em Resende e toda a região. Conheça nosso serviço de Direito do Consumidor ou fale conosco pelo WhatsApp.